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Resolução CFM 2.336/2023 na prática: o que sua clínica pode e não pode anunciar

Por Vinicius Serrano, fundador da Serrano Web · Publicado em 28 de agosto de 2026

A Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 14 de março de 2024, é a norma que rege a publicidade médica no Brasil. Ela substituiu regras de 2011 e liberou mais do que muita clínica imagina — mas manteve vedações que ainda derrubam anúncio e geram notificação do conselho. Este guia resume o que pode e o que não pode, na prática de quem publica campanhas de saúde todos os dias. Não substitui a leitura da norma nem a orientação do seu conselho regional.

O que passou a ser permitido

Imagens de "antes e depois"

Permitidas em caráter educativo: devem informar sobre o tratamento, com resultados típicos e informações sobre fatores que influenciam o resultado — não vender milagre. Imagem de paciente exige autorização expressa, anonimato quando aplicável e respeito à privacidade.

Valores de consulta

O médico e a clínica podem divulgar o valor da consulta. Para clínica popular, isso é central: preço claro no anúncio e na página qualifica o clique e derruba o custo por agendamento.

Equipamentos e estrutura

É permitido mostrar o ambiente de trabalho e divulgar os equipamentos disponíveis na clínica, desde que sem prometer resultado a partir deles.

Interação nas redes sociais

O médico pode manter presença ativa nas redes e repostar elogios e agradecimentos de pacientes — mas atenção: o que o profissional compartilha passa a valer como publicidade dele e precisa obedecer às mesmas regras da resolução.

Titulações e pós-graduações

Cursos e pós-graduações concluídos podem ser anunciados. Para se anunciar como especialista, porém, continua obrigatório o registro da especialidade (RQE) no conselho.

O que continua proibido

Garantir resultado. "Tratamento definitivo", "resultado garantido", "método infalível" seguem vedados — e são também o que mais reprova anúncio no próprio Google Ads na categoria saúde.

Anunciar especialidade sem RQE. Divulgar-se como especialista sem registro de qualificação é infração ética com fiscalização ativa.

Sensacionalismo e autopromoção. Comparar-se a colegas, prometer exclusividade de técnica, usar o consultório para autopromoção fora do caráter educativo.

Consulta, diagnóstico ou prescrição pela publicidade. Responder caso clínico individual em comentário de rede social continua fora das regras.

Imagens de procedimentos por terceiros. A captação de imagem de procedimento por acompanhante é autorizada apenas para partos; filmar outras cirurgias para divulgação segue vedado.

O que isso muda na sua campanha

Na operação da Serrano Web, a resolução vira checklist: todo anúncio, página e criativo passa por revisão de conformidade antes de ir ao ar — claim por claim. O objetivo é duplo: zero risco de notificação no conselho e zero reprovação na política de saúde do Google. Publicidade médica correta não é publicidade fraca; anúncio com preço claro, especialidade com RQE e promessa honesta converte mais, não menos.

Quer entender como isso se aplica ao seu caso? Veja como trabalhamos marketing médico ou peça uma revisão da publicidade atual da sua clínica.

Quer anunciar sem risco de notificação?